|
Hoje é Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2026.
Ao escalar apenas dois titulares (Weverton e Gustavo Gómez) na derrota do Palmeiras para o Fluminense por 2 a 1 nesse sábado, no Maracanã, Abel Ferreira deixou clara sua preocupação com o jogo de quarta-feira, contra o Atlético-MG, decisivo pelas oitavas de final da Conmebol Libertadores.
Piquerez, Zé Rafael, Raphael Veiga e Dudu nem viajaram ao Rio de Janeiro. Com nove reservas, o Verdão acabou perdendo um confronto direto que deixa ainda mais complicada a já distante busca pelo líder Botafogo no Brasileirão, mas os suplentes não fizeram um papel ruim.
Os comportamentos lembraram a equipe titular: Marcos Rocha ficou mais preso e fazia a saída de bola com Gómez e Luan; Vanderlan, do outro lado, teria de ser praticamente um ponta com a bola, associando-se a Jhon Jhon, meia pela esquerda, e Breno Lopes. Na direita, Richard Ríos tinha Luis Guilherme mais próximo, e Endrick era a referência.
Com a escalação bem mudada, o Palmeiras teve dificuldade nos primeiros minutos e via o Fluminense sair da pressão com seu jogo de passes curtos desde a defesa. Ainda assim, corria poucos riscos, até Richard e Marcos Rocha baterem cabeça e Luan cometer pênalti. Arias colocou o time carioca em vantagem com 15 minutos de jogo.
A partir da desvantagem, o Verdão começou a se encontrar. A marcação adiantada passou a dar mais resultados e fazer com que o time de Fernando Diniz não saísse mais. Breno Lopes era o jogador mais perigoso, mas já na etapa inicial o Palmeiras mostrou o problema que o atormentou durante todo o jogo: a falta de efetividade.
Analisando apenas os números, o Verdão acabou com mais posse de bola (51%), e finalizou mais vezes (16 a 9), mas apenas cinco delas foram no alvo, sendo as mais claras já nos minutos finais.
Com a falta de chances de real perigo, a busca pelo empate foi muito atrapalhada após o erro na saída de bola do Jailson, que rendeu o segundo gol do Fluminense, aos 13 minutos do segundo tempo.
Após o 2 a 0, Abel começou a colocar titulares: Gabriel Menino, Rony, Artur e Mayke. Mas o segundo gol acabou fazendo o Palmeiras desencaixar um pouco e mesmo com mais titulares, só conseguiu o abafa perto do fim.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2023/K/j/ox4VC0Qg2HT4zDtUxF3g/2-22-.jpg)
Fluminense x Palmeiras: Cano e Richard Ríos — Foto: André Durão
Diante de tantos questionamentos sobre a qualidade do elenco do Verdão, o confronto direto pelo G-4 deixou alguns bons pontos. Breno Lopes foi bem no primeiro tempo, e Luis Guilherme também teve um início interessante, mas caiu de rendimento.
Jhon Jhon, que tem aproveitado as oportunidades recentes, mais uma vez participou bem do jogo. O ponto de preocupação fica por mais uma atuação apagada de Endrick, que saiu de campo cabisbaixo.
O resultado no Maracanã encerrou a sequência de três vitórias seguidas do Palmeiras, só que desta vez não deve trazer abalos. A ideia era dar minutos a quem vinha atuando menos e descansar os principais nomes para a decisão de quarta.
Neste sentido, o objetivo foi cumprido. Mas a distância para o Botafogo, que pode até subir ao fim da rodada, gera ainda mais expectativa para a sequência da Libertadores. O jogo de volta das oitavas de final, contra o Atlético-MG, será na quarta-feira, às 21h30, no Allianz Parque. (ge)
