QUARTA-FEIRA, 17 DE OUTUBRO DE 2018
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16/05/2018 | Fonte: CAMPO GRANDE NEWS

Pai e filho presos em operação contra tráfico em MS tem empresa e processo no Mato Grosso

Hamilton chegando a sede da PF nesta manhã (Foto: Saul Schramm)

Pedro Araujo Mendes Lima e Hamilton Brandão Lima, pai e filho foram presos na manhã desta terça-feira (15/5) em Mato Grosso do Sul dentro da Operação Efeito Dominó, deflagrada pela Polícia Federal em vários Estados do país. Os nomes foram divulgados pelo Campo Grande News.

Em terras sul-mato-grossenses, os mandados foram cumpridos em Dourados, Campo Grande e Amambai. 

A ação desarticulou esquema de lavagem do dinheiro oriundo da organização criminosa comandada pelo narcotraficante Luiz Carlos da Rocha, o “Cabeça Branca”.

Ainda de acordo com o site, Pedro Araujo Mendes Lima é proprietário de uma empresa de vendas de máquinas agrícolas, que tem como valor de capital R$ 80 mil, em Guarantã do Norte (MT). O suspeito foi preso temporariamente nesta manhã em Dourados.

Já Hamilton Brandão, que responde a um processo em Mato Grosso, foi preso preventivamente no condomínio Setvillage, na Vila Nasser, em Campo Grande.

Nesta manhã, ele foi levado à sede da Polícia Federal na Capital. 

Com dinheiro fornecido pelo narcotraficante, Pedro e Hamilton plantam lavouras e criam gado em Mato Grosso do Sul, conforme relatado pela Polícia Federal em coletiva nessa manhã. Segundo os delegados que comandam a Operação Efeito Dominó, Hamilton mantém estreita ligação com Cabeça Branca, sendo uma das poucas pessoas do esquema a ter contato direto com o narcotraficante.

Foi através dele que seu pai também entrou no esquema, servindo de “laranja” para esconder o dinheiro proveniente do narcotráfico. A PF informou que o esquema “esfriou” após a prisão de Luiz Carlos da Rocha, em 1º de julho do ano passado em uma padaria de Sorriso (MT). Os lavadores de dinheiro passaram a adotar um comportamento mais discreto, mas as atividades continuaram.

A operação de hoje é a terceira investida contra o mega esquema montado por Cabeça Branca, considerado um empresário do tráfico, que ao contrários da maioria dos criminosos desse meio não tem histórico de ser violento e mantém boa relação com as principais facções do país.

A primeira fase foi a prisão de Cabeça Branca, em julho do ano passado, após ele ficar quase três décadas foragido no Brasil e no Paraguai, onde mantém pelo menos sete fazendas e financiava até candidaturas políticas.

A segunda foi a prisão de um estagiário da Justiça Federal em Londrina (PR), em novembro do ano passado. Namorado da filha do narcotraficante, o rapaz forneceu uma senha para que parentes e advogados de Cabeça Branca acessassem processos sigilosos sobre o caso.

De acordo com a PF, o investigado deixou o trabalho espontaneamente em setembro. Entretanto, um mês depois foram registrados acessos em seu nome, inclusive feitos por computadores localizados em Catanduvas (PR), onde fica uma penitenciária federal, em Ponta Porã e no Paraguai. 

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