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Hoje é Domingo, 30 de Novembro de 2025.
As imagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao lado do ex-presidente norte-americano Donald Trump, durante encontro na Malásia neste domingo (26), foram recebidas como uma derrota no entorno de Jair Bolsonaro (PL). No Palácio do Planalto, a movimentação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que articulou as discussões sobre o tarifaço que motivaram a reunião, é tratada de forma irônica — como se o deputado tivesse atuado como “cabo eleitoral” do petista.
Em público, aliados de Bolsonaro tentaram minimizar o impacto do encontro, destacando apenas a menção feita por Trump ao ex-presidente brasileiro após questionamento de um jornalista. Nos bastidores, porém, a avaliação foi distinta: Lula teria conseguido ocupar o espaço de interlocução com o presidente norte-americano, posição antes atribuída a Eduardo Bolsonaro.
Fontes ligadas à direita pragmática lamentam que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não tenha assumido o protagonismo nas negociações após o anúncio do tarifaço. Essa possibilidade, no entanto, foi criticada pelo próprio Eduardo, que classificou o diálogo do governador com empresários como “subserviência servil às elites”.
No Planalto, a interpretação é de que o encontro consolida Lula como principal liderança brasileira nas conversas com os Estados Unidos, reforçando a imagem de que o presidente tem buscado “reparar os danos causados pela extrema-direita”.
Entre os aliados de Lula, a leitura é de que Trump procura formas de reduzir tarifas que afetam produtos como café e carne — medidas que impactam diretamente o consumidor norte-americano — sem dar sinais de recuo político. Com informações: g1
