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Dick Cheney, ex-vice-presidente dos EUA e arquiteto da “guerra ao terror”, morre aos 84 anos

Figura central no governo de George W. Bush, Cheney teve papel decisivo na invasão do Iraque e foi um dos políticos mais influentes e controversos dos Estados Unidos.
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Dick Cheney, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, durante convenção do Partido Republicano em 2004 (Foto: REUTERS/Gary Hershorn/File Photo) Por: Editorial | 04/11/2025 08:29

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Dick Cheney morreu aos 84 anos, informou sua família nesta terça-feira (4). Ele faleceu na noite de segunda-feira (3) devido a complicações de pneumonia e problemas cardíacos e vasculares.

Considerado um dos vice-presidentes mais poderosos e polêmicos da história norte-americana, Cheney exerceu o cargo entre 2001 e 2009, durante o governo de George W. Bush. Foi o principal arquiteto da chamada “guerra ao terror”, lançada após os atentados de 11 de setembro de 2001, que levou à invasão do Iraque sob a justificativa — posteriormente desmentida — de que o país possuía armas de destruição em massa.

Durante seu mandato, Cheney defendeu o uso de técnicas de interrogatório “aprimoradas” contra suspeitos de terrorismo, como o afogamento simulado e a privação de sono. Essas práticas foram classificadas como tortura por órgãos internacionais, incluindo o Comitê de Inteligência do Senado dos EUA e o relator especial da ONU sobre antiterrorismo e direitos humanos.

Republicano, Cheney foi conhecido por ampliar a influência do cargo de vice-presidente, transformando-o em um centro de poder dentro do governo. Ele defendia o fortalecimento do Executivo após o escândalo de Watergate, que enfraquecera a autoridade presidencial.

Antes de se tornar vice, Cheney já havia sido secretário de Defesa durante o governo de George H. W. Bush, liderando as Forças Armadas na Guerra do Golfo Pérsico. Também foi deputado pelo estado de Wyoming e ocupou diversos cargos estratégicos em Washington.

Nos últimos anos de vida, Cheney rompeu com o Partido Republicano tradicional ao declarar apoio à democrata Kamala Harris na corrida presidencial, afirmando que o então presidente Donald Trump representava “a maior ameaça à república” na história dos Estados Unidos. Sua filha, Liz Cheney, também se destacou na oposição a Trump, liderando a investigação sobre a invasão ao Capitólio e votando pelo impeachment do ex-presidente.

Cheney conviveu com graves problemas cardíacos ao longo de décadas, tendo sofrido cinco ataques cardíacos e passado por um transplante de coração em 2012. Mesmo assim, manteve-se ativo politicamente e seguia como uma das figuras mais influentes do cenário conservador norte-americano.

Durante a “era do terrorismo”, Cheney operou grande parte do tempo em locais não divulgados por motivos de segurança e teve papel fundamental nas respostas dos EUA aos ataques de 11 de setembro. Sua atuação ajudou a redefinir os rumos da política externa e de segurança americana no início do século XXI. Com informações: g1




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