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Hoje é Sábado, 29 de Novembro de 2025.
Ficar sozinho por horas pode ser prejudicial para cães e gatos, que dependem da presença do tutor para equilíbrio emocional. Segundo o médico-veterinário Antonio Defanti Junior, da Clínica Veterinária Bourgelat, a ausência prolongada não causa apenas saudade, mas pode desencadear ansiedade, estresse e até depressão nos animais.
Entre os sinais mais comuns estão latidos, uivos, destruição de objetos, automutilação, urina fora do lugar, vômitos, apatia, perda de interesse em brincadeiras, alterações no sono e no apetite, além de comportamentos compulsivos como lamber as patas ou correr atrás do rabo.
O tempo que o pet consegue ficar sozinho varia conforme idade e temperamento. Para cães adultos equilibrados, o ideal é de 4 a 6 horas, sendo que 8 horas podem ser toleráveis. Filhotes não devem ficar mais que 2 a 3 horas, enquanto idosos necessitam de ainda mais atenção.
No caso dos gatos, embora sejam mais independentes, também não são indiferentes à ausência do tutor. Podem apresentar estresse, alteração de apetite, agitação noturna, miados altos e comportamentos destrutivos, além de doenças relacionadas ao estresse, como a cistite idiopática felina. Gatos adultos adaptados podem ficar de 24 a 48 horas sozinhos em condições ideais, mas o tempo recomendado é de 12 a 24 horas, especialmente para animais ansiosos ou muito apegados. Filhotes devem permanecer sozinhos entre 3 e 6 horas, e idosos devem ter períodos mínimos de ausência.
Fatores que influenciam o impacto emocional incluem rotina previsível, enriquecimento ambiental, gasto de energia antes da ausência, experiência prévia do animal e grau de independência individual. Soluções como creches, day care, pet sitter e dog walker podem contribuir para o bem-estar dos pets em rotinas mais corridas.
O veterinário reforça que cães e gatos não foram feitos para ficar sozinhos por longos períodos, e compreender suas necessidades é essencial para garantir uma vida saudável e feliz. Com informações: Campo Grande News
