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Hoje é Sábado, 29 de Novembro de 2025.
Uma moradora de Maringá, no Noroeste do Paraná, encontrou cerca de 300 escorpiões dentro da própria casa em um período de aproximadamente uma semana. Os registros ocorreram entre 28 de outubro e 8 de novembro, mas a infestação continuou mesmo após esse intervalo.
Segundo Natalí Matsumoto, proprietária do imóvel, os animais estavam escondidos atrás de um muro que faz divisa com um terreno vizinho abandonado. Ela conta que a família — composta por cinco pessoas, incluindo duas crianças de 2 e 10 anos — vive em constante alerta.
“Depois de dois ou três dias eles voltam a aparecer. Nós tampamos os ralos, passamos veneno, vedamos o local de onde achamos que estão vindo, mas continuam surgindo no mesmo ponto, mesmo com tudo lacrado”, relatou.
A Prefeitura de Maringá informou que equipes de zoonoses realizaram, nos dias 17 e 18 deste mês, uma busca ativa em mais de 70 imóveis do bairro. Proprietários de terrenos abandonados foram notificados para realizar a limpeza e podem ser multados caso o serviço não seja feito no prazo.
O Paraná já registrou mais de cinco mil acidentes com escorpiões em 2024, além de três mortes envolvendo crianças. Os óbitos ocorreram em Cambará, onde morreram meninos de 3 e 12 anos, e em Jacarezinho, onde uma menina de 4 anos não resistiu ao envenenamento.
A espécie mais perigosa e predominante no Estado é o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), responsável pela maioria dos casos graves. Por se reproduzir de forma assexuada, esse escorpião tem grande capacidade de infestação.
Os escorpiões se aproximam das áreas residenciais em busca de alimento, principalmente baratas. Entulhos, materiais de construção e lixo acumulado favorecem o aparecimento dos animais.
As principais recomendações são:
manter quintais e jardins limpos;
evitar acúmulo de materiais como madeira, telhas e tijolos;
armazenar o lixo em recipientes fechados;
sacudir roupas, toalhas e sapatos antes de usar.
Em caso de acidente, deve-se:
lavar o local com água e sabão;
aplicar compressa morna;
procurar imediatamente uma unidade de saúde;
se possível, registrar uma foto do animal para identificação.
Não se deve amarrar o local da picada, aplicar substâncias caseiras ou oferecer bebidas alcoólicas, gasolina ou outros líquidos à vítima.
“O combate só funciona com a participação da comunidade. Manter os ambientes limpos é essencial para reduzir o risco”, afirmou o especialista César Neves. Com informações: BandaB.
