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Cachorro é deixado dentro de carro sob calor intenso em frente à Governadoria

Animal ficou cerca de 30 minutos trancado sob o sol; situação configura maus-tratos e pode resultar em penalidades.
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Cachorro permaneceu trancado em carro sob calor intenso por cerca de meia hora (Foto: Direto das Ruas) Por: Editorial | 28/11/2025 14:36

Por volta das 9h20 desta quinta-feira (28), duas pessoas estacionaram um veículo em frente à Governadoria, no Parque dos Poderes, e deixaram um cachorro trancado dentro do carro sob forte calor. O animal permaneceu sozinho por aproximadamente 30 minutos, tentando escapar e demonstrando grande agitação, enquanto o alarme do veículo disparava. A situação foi denunciada por um leitor por meio do canal Direto das Ruas.

Segundo a denunciante, o cachorro estava com as janelas fechadas, exposto ao calor intenso do dia. Funcionários da Governadoria perceberam o comportamento do animal e foram até o veículo. Após buscas, encontraram a responsável, que foi alertada sobre o risco e o caráter ilegal da conduta. A testemunha destacou a importância da conscientização dos tutores.

A situação caracteriza maus-tratos, de acordo com o artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/1998, que proíbe manter animais em veículos fechados sob altas temperaturas. A legislação prevê detenção e multa para esse tipo de prática.

A médica veterinária Ana Eliza dos Santos Silveira esclareceu que manter um cão em um carro fechado e quente coloca sua vida em risco. Segundo ela, o animal pode sofrer superaquecimento, hipertermia, desidratação severa, aumento da frequência cardíaca e estresse agudo. Esses fatores podem levar à parada cardiorrespiratória e até ao óbito.

Ela explica que o agravamento pode ocorrer em poucos minutos, variando conforme porte, raça e temperatura ambiente. Em Campo Grande, no horário da ocorrência, os termômetros marcavam cerca de 30 °C, o que potencializa o calor interno do veículo. O mecanismo de regulação térmica dos cães é limitado e, em um ambiente quente, o animal respira apenas ar quente, agravando ainda mais o quadro.

A veterinária reforçou que meia hora nessas condições já representa perigo significativo, podendo levar o animal a um estado crítico de hipertermia. Com informações: Campo Grande News




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