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Golpe do falso boleto faz morador de MS perder R$ 40 mil e desencadeia operação interestadual

Polícia de Mato Grosso do Sul cumpre mandados de prisão em Salvador contra núcleo de associação criminosa especializada em fraudes eletrônicas.
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Policiais do Garras e do Deic da Bahia cumpriram mandados de prisão e busca em Salvador durante a Operação Fake Bill, que mirou núcleo de associação criminosa especializada em fraudes eletrônicas (foto: reprodução). Por: Editorial | 02/12/2025 09:32

A investigação iniciada após um morador de Mato Grosso do Sul perder R$ 40 mil ao pagar um boleto falso levou ao desencadeamento da Operação Fake Bill, deflagrada na manhã desta terça-feira (2) pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros). A ofensiva contou com apoio do Deic da Polícia Civil da Bahia e teve como alvo o núcleo de uma associação criminosa sediada em Salvador.

O caso que acendeu a investigação

O golpe ocorreu em janeiro de 2025, quando a vítima sul-mato-grossense recebeu e quitou um boleto que aparentava ser legítimo. O documento, enviado por meio virtual, direcionava o pagamento a contas ligadas ao grupo criminoso. Ao perceber que o débito original permanecia em aberto, a vítima acionou a polícia e deu início à apuração.

A partir desse caso, os investigadores do Garras identificaram uma estrutura criminosa mais ampla, responsável por aplicar golpes semelhantes em diferentes estados do país. O grupo agia de forma profissional e articulada, utilizando dados de terceiros para elaborar boletos falsificados que simulavam cobranças de empresas, instituições financeiras e prestadoras de serviços.

Lavagem de dinheiro por criptomoedas

Segundo a polícia, a associação criminosa não se limitava à emissão de boletos falsos. Havia um esquema estruturado de lavagem de dinheiro, em que valores eram rapidamente transferidos para contas diversas e, em seguida, convertidos em criptomoedas — estratégia usada para dificultar o rastreamento e a recuperação dos prejuízos.

“Os criminosos possuíam acesso a um grande volume de dados de pessoas físicas e jurídicas, o que permitia a criação de boletos altamente convincentes”, explicou a investigação. “O dinheiro sumia em poucos minutos, convertido em ativos digitais ou pulverizado em contas de laranjas.”

A operação em Salvador

Com os elementos reunidos, o Garras representou pela expedição de mandados de prisão temporária e busca domiciliar. A Justiça autorizou o cumprimento de três mandados de prisão e quatro de busca e apreensão, todos na capital baiana.

Nas primeiras horas da manhã, equipes de MS e da Bahia iniciaram a operação simultaneamente. Durante as diligências, foram apreendidos celulares, notebooks e computadores usados na prática das fraudes. Todo o material passará por perícia para identificar outros envolvidos, rastrear valores e ampliar o mapa de vítimas.

Três suspeitos, de 33, 28 e 25 anos, foram presos temporariamente e seguem custodiados em Salvador. Eles são apontados como integrantes do núcleo operacional responsável pela fabricação dos boletos e pela movimentação financeira ilícita.

Investigação continua

A polícia acredita que o grupo ainda possa ter ramificações em outros estados, dada a abrangência das transações identificadas até agora. O prejuízo total causado pela quadrilha ainda não foi calculado, já que novas vítimas seguem sendo localizadas à medida que a análise de dados avança.

A Operação Fake Bill permanece em andamento, e o Garras reforça orientações para evitar esse tipo de golpe, como evitar clicar em links enviados por terceiros, usar canais oficiais para emissão de boletos e sempre confirmar dados bancários antes de efetuar pagamentos. Com informações: Compo Grande News




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