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Hoje é Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2026.
Morreu nesta quarta-feira (17) a cantora sul-mato-grossense Betinha, integrante da dupla Beth e Betinha e referência histórica da música regional feminina em Mato Grosso do Sul. Ela tinha 84 anos e faleceu em decorrência de complicações de uma anemia isquêmica.
O nome de batismo da artista era Eleonor Aparecida Ferreira dos Santos. Ao lado da irmã Josabeth, Betinha construiu uma trajetória artística marcada pela valorização da música de fronteira e pela abertura de espaço para mulheres na cena musical regional.
O velório será realizado a partir das 8h desta quinta-feira (18), na Capela Jardim das Palmeiras, localizada na Avenida Tamandaré, número 6934, no bairro Jardim Seminário, em Campo Grande. A cerimônia de cremação está marcada para as 16h.
Durante mais de 60 anos de carreira, Betinha fez a segunda voz da dupla e levou alegria ao público sul-mato-grossense em apresentações por todo o Estado e também fora dele. A parceria com a irmã se consolidou como um dos nomes mais importantes da música regional.
Beth e Betinha foram a primeira dupla musical feminina de Mato Grosso do Sul. Naturais de Rio Brilhante, as irmãs ficaram conhecidas como as Princesinhas da Fronteira e se destacaram pela interpretação de ritmos como polca e guarânia, tornando-se pioneiras da chamada música de fronteira no Estado.
A importância da dupla ultrapassou os palcos e inspirou produções audiovisuais e homenagens. A trajetória das irmãs foi retratada no documentário Beth e Betinha, que narra a história das cantoras, aborda as dificuldades enfrentadas no início da carreira, relembra momentos marcantes, histórias curiosas e apresentações inesquecíveis ao longo das décadas.
A morte de Betinha representa uma perda significativa para a cultura sul-mato-grossense e para a história da música regional, especialmente pela contribuição pioneira das mulheres no cenário artístico do Estado. Com informações: Diário Digital
