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Hoje é Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2026.
Turistas estrangeiros que visitam Paris passaram a pagar mais caro para entrar no Museu do Louvre após a entrada em vigor, nesta quarta feira, de um aumento de 45% no valor do ingresso para visitantes de fora da Europa. Com a nova regra, turistas de países que não fazem parte do Espaço Econômico Europeu, que inclui a União Europeia, Islândia, Liechtenstein e Noruega, passaram a pagar 32 euros, o equivalente a cerca de R$ 200, para acessar o museu mais visitado do mundo. O valor é 10 euros superior ao cobrado de visitantes europeus.
A diferença de preços gerou insatisfação entre turistas de países da América Latina e de outras regiões com menor poder aquisitivo. A brasileira Marcia Branco criticou a medida e afirmou considerar injusto pagar mais em um país economicamente mais rico. Segundo ela, em outros destinos turísticos, como a Índia, a cobrança diferenciada costuma beneficiar a população local, o que, em sua avaliação, faz mais sentido do ponto de vista social.
Turistas do Uruguai também manifestaram descontentamento. Pamela González afirmou que, além dos altos custos com passagens e hospedagem, o ingresso mais caro torna a visita ainda mais onerosa para quem vem de longe. Para ela, a política favorece quem já está no continente europeu e penaliza quem percorre longas distâncias para conhecer o museu.
Apesar das críticas, alguns visitantes defenderam o reajuste. O australiano Kevin Flynn avaliou que o valor cobrado é semelhante ao praticado em atrações culturais de outros países europeus e considerou o preço aceitável dentro do contexto turístico do continente.
Além do Louvre, outros monumentos históricos de Paris, como a Sainte Chapelle e a Conciergerie, também passaram a adotar tarifas diferenciadas conforme a origem do visitante. O governo francês justificou a mudança alegando necessidade de recursos para modernizar o museu. Segundo o Ministério da Cultura, a nova política tarifária deve gerar entre 20 e 30 milhões de euros por ano, que serão destinados a projetos de renovação das instalações do Louvre, que recebeu cerca de nove milhões de visitantes no ano passado.
Apesar disso, sindicatos que representam funcionários do museu criticaram a decisão, classificando a medida como ofensiva do ponto de vista filosófico, social e humano, e apontam a política como mais um fator que alimenta protestos e greves por melhores condições de trabalho. Com informações: g1
