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Hoje é Terça-feira, 20 de Janeiro de 2026.
As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, chegaram ao 17º dia nesta terça-feira (20), no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no interior do Maranhão. O caso avançou após o depoimento de Anderson Kauan, de 8 anos, primo das crianças e único resgatado até o momento.
Anderson foi encontrado sozinho no dia 7 de janeiro e relatou à Polícia Civil como os três se perderam na mata e em que circunstâncias ocorreu a separação. Segundo o menino, o desaparecimento teve início no dia 4 de janeiro, quando os primos entraram na mata em busca de um pé de maracujá. Mesmo após serem orientados por um tio a retornarem, decidiram seguir por um caminho alternativo e acabaram se perdendo em uma área de vegetação fechada.
De acordo com o delegado Ederson Martins, responsável pela investigação, as crianças permaneceram juntas por pelo menos dois dias. Durante esse período, tentaram se proteger em meio à mata, buscando abrigo improvisado.
No relato, Anderson contou que o grupo encontrou uma cabana abandonada, conhecida na região como “casa caída”, onde havia uma cadeira e um colchão velhos. O local foi utilizado como abrigo temporário, embora, em alguns momentos, as crianças tenham dormido sob árvores devido às condições precárias da estrutura. Essas informações ajudaram as equipes de resgate a delimitar áreas específicas para intensificar as buscas.
A separação entre os primos ocorreu no terceiro dia após o desaparecimento. Segundo o depoimento, Ágatha e Allan estavam exaustos e não conseguiram continuar caminhando. Anderson decidiu seguir sozinho na tentativa de encontrar uma saída da mata. Conforme explicou o delegado, a decisão foi motivada pela tentativa do menino de buscar ajuda.
Anderson acabou sendo localizado por um carroceiro, a cerca de quatro quilômetros do ponto inicial do desaparecimento. Ele apresentava sinais de fraqueza e desorientação e afirmou às equipes de resgate que os primos estariam “mais à frente”.
Apesar do relato, a Polícia Civil informou que o menino não conseguiu indicar com precisão o local exato onde deixou os primos, nem determinar com clareza o tempo total em que permaneceram na mata. Segundo o delegado, há dificuldades na orientação espacial e na noção de tempo apresentada pela criança.
Sem novas pistas concretas, as buscas entram na terceira semana, concentradas em áreas de mata mais fechada. Mais de 500 pessoas, entre voluntários, bombeiros, policiais e equipes especializadas, seguem mobilizadas na tentativa de localizar Ágatha Isabelly e Allan Michael. Com informações: Bacci Notícias
