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Mulher é internada em estado grave após uso de caneta emagrecedora comprada ilegalmente no Paraguai

Paciente apresentou complicações graves após utilizar medicamento sem registro da Anvisa, adquirido de forma irregular no exterior.
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Mulher permanece internada após sofrer intoxicação ao usar caneta emagrecedora comprada no Paraguai, sem prescrição médica e fora das normas sanitárias. Foto: Divulgação. Por: Editorial | 21/01/2026 13:13

Uma mulher de 42 anos está internada em estado grave em um hospital de Belo Horizonte (MG) desde dezembro do ano passado após complicações provocadas pelo uso de uma caneta emagrecedora adquirida de forma irregular no Paraguai e aplicada sem prescrição médica. 

A paciente, identificada como Kellen Oliveira Bretas Antunes, auxiliar administrativa, começou a apresentar sintomas após iniciar o uso do produto, que não possui registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Inicialmente, ela procurou atendimento com fortes dores abdominais, evoluindo nas semanas seguintes para sintomas neurológicos, incluindo fraqueza muscular, dificuldades de fala e comprometimento de funções motoras e orgânicas. 

Familiares relatam que a medicação foi comprada sem indicação médica e aplicada sem acompanhamento profissional, e que a embalagem, levada para análise no Hospital João XXIII, não pôde ser identificada devido à origem estrangeira do produto. Médicos trabalham com a hipótese de intoxicação medicamentosa associada ao uso de substâncias desconhecidas contidas na “caneta”. 

Especialistas alertam que, embora medicamentos em canetas destinados ao emagrecimento — como os à base de tirzepatida — possam ter eficácia e segurança quando prescritos por um profissional e adquiridos legalmente, produtos vendidos no mercado paralelo não possuem qualquer garantia de procedência ou qualidade. Essa insegurança pode colocar a saúde em risco e resultar em efeitos adversos graves ou até fatais. 

A Anvisa proíbe a importação, venda, distribuição e uso de medicamentos sem registro no Brasil, reforçando que a comercialização de produtos como os encontrados no Paraguai ocorre em desacordo com a legislação sanitária. Além disso, as autoridades de saúde têm intensificado fiscalizações em fronteiras e rotas de contrabando diante do aumento do tráfico de emagrecedores ilegais. 

Profissionais de saúde recomendam que o uso de qualquer medicamento de prescrição seja sempre feito com acompanhamento médico e por meio de canais legais, evitando a aquisição por meio de redes sociais, revendedores informais ou viagens a países vizinhos, como o Paraguai, onde esses produtos são frequentemente vendidos de forma irregular. Com informações: Dourados News.




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